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    Neste artigo partilho um pouco da minha vivência desde o encontro com a Sophie, temos uma história interessante, pois eu já a esperava, só não sabia quando e de onde ela viria. Depois que chegou, toda decisão que afeta à ela , impacta em mim também. Por este motivo, iniciei um caminho de busca de informações para entender sobre este procedimento e porque eu deveria ou não escolher realizá-lo na minha Sophie. Descobri quais são os impactos positivos e os negativos e independente de qualquer decisão eu precisei entender se há uma lei específica ou uma regra. Depois de conversar com a médica veterinária, parti para uma pesquisa mais aprofundada. Trago aqui para vocês o resultado desta busca. Espero poder ajudar, pois é uma vida que está sob nossos cuidados!

    A castração é um tema de grande importância, principalmente para tutores de “primeira viagem”, como eu, que desejam proporcionar uma vida saudável e equilibrada aos seus cães. Neste artigo, vou explorar sobre o que é a castração, quando deve ser realizada, os prós e contras do procedimento, indicação de estudos relevantes sobre o tema, se há  obrigatoriedade em alguns países e as mudanças que podem ocorrer no comportamento dos cães após a cirurgia.

    O que é Castração?

    A castração é um procedimento cirúrgico realizado para remover os órgãos reprodutivos de cães, sejam os testículos nos machos (orquiectomia) ou ovários e útero nas fêmeas (ovariohisterectomia). Este procedimento impede a reprodução, além de ter efeitos significativos na saúde e comportamento dos animais.

    Quando Deve Ser Feito?

    A idade ideal para a castração depende de vários fatores, como a raça, porte e estado de saúde do cão. Geralmente, é recomendada:

    1 – Para cães de pequeno porte: entre 6 a 9 meses de idade.

    2 – Para cães de grande porte: Pode ser interessante aguardar entre 12 a 18 meses, uma vez que o crescimento ósseo ainda está em desenvolvimento.

    Converse com o veterinário para determinar o momento mais adequado ao seu animal, considerando os benefícios e os riscos envolvidos.

    Pontos Positivos da Castração

    1 – Prevenção de doenças: Reduz significativamente o risco de doenças reprodutivas, como tumores testiculares, piometra (infecção uterina) e tumores mamários em fêmeas.

    2 – Controle populacional: Ajuda a reduzir o número de cães abandonados e o sofrimento animal.

    3 – Redução de comportamentos indesejados: Em alguns casos, diminui agressividade, marcação de território com urina e fugas para acasalamento.

    4 – Longevidade: Cães castrados tendem a viver mais tempo devido à prevenção de doenças relacionadas ao sistema reprodutor.

    Pontos Negativos da Castração

    1 – Alterações no peso: O metabolismo pode desacelerar, aumentando o risco de obesidade, especialmente se o cão não receber uma dieta equilibrada e praticar exercícios regulares.

    2 – Alterações hormonais: Em alguns cães, a castração precoce pode afetar o crescimento ósseo ou o desenvolvimento de problemas articulares.

    3 – Mudanças comportamentais específicas: Embora reduza comportamentos agressivos, não é uma solução garantida para todos os problemas comportamentais.

    Estudos Sobre a Castração

    Diversos estudos têm analisado os benefícios e os possíveis efeitos adversos da castração.

    Um estudo publicado pela American Veterinary Medical Association (AVMA) indicou que a castração reduz o risco de tumores mamários em fêmeas em até 90% se feita antes do primeiro cio.

    A relação entre a castração precoce e o aumento do risco de displasia coxofemoral em cães de raças grandes têm sido objeto de estudo por diversas instituições. Um estudo notável foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia, que analisaram a correlação entre a idade da esterilização e o aparecimento de afecções ortopédicas em cães de grande porte. Os resultados indicaram que cães com peso superior a 20 kg na fase adulta apresentam um risco aumentado de desenvolver displasia coxofemoral quando castrados antes do primeiro ano de vida. 

    Além disso, uma revisão publicada na revista Pubvet destacou que a castração precoce pode elevar a propensão a lesões articulares, incluindo displasia de quadril, especialmente em cães de maior porte.

    Esses estudos sugerem que a decisão sobre o momento da castração deve ser cuidadosamente considerada, levando em conta fatores como o porte e a saúde do animal, e sempre em consulta com um médico veterinário.

    O Outro lado

    A decisão de não castrar um cão pode ter implicações significativas na saúde e comportamento do animal. Diversos estudos abordam os potenciais riscos associados à castração, sugerindo que manter o animal intacto pode, em alguns casos, ser benéfico.

    Saúde Ortopédica e Oncológica

    Pesquisas indicam que a castração precoce pode aumentar o risco de problemas ortopédicos, como displasia coxofemoral e ruptura do ligamento cruzado cranial. Além disso, há evidências de que cães castrados têm maior probabilidade de desenvolver certos tipos de câncer, como osteossarcoma, hemangiossarcoma e linfoma.

    Comportamento

    Estudos apontam que a castração pode estar associada a alterações comportamentais, incluindo aumento da fobia a barulhos, comportamentos agressivos, latidos excessivos e maior propensão à ansiedade de separação. Manter o cão não castrado pode, portanto, preservar comportamentos naturais e reduzir a incidência desses problemas.

    Considerações Finais sobre a não castração 

    Quando não há um impedimento específico, é crucial avaliar os prós e contras da castração em conjunto com um veterinário de confiança, considerando fatores como raça, idade, estilo de vida e predisposições genéticas do animal. A decisão deve ser personalizada, visando o bem-estar e a saúde do cão a longo prazo. 

    Em que casos não se deve castrar o cão

    A castração é amplamente recomendada para muitos cães devido aos benefícios relacionados à saúde e ao comportamento, mas existem situações específicas em que o procedimento pode não ser aconselhado. Essas exceções geralmente estão ligadas a condições de saúde, idade ou necessidades específicas do animal. Veja os principais casos:

    1 –  Cães com Problemas de Saúde Graves ou Crônicos

    Se o cão tem problemas de saúde preexistentes, como doenças cardíacas, hepáticas ou renais avançadas, a cirurgia de castração pode representar um risco elevado. O procedimento requer anestesia geral, que pode ser perigosa para cães com condições médicas delicadas.

    O que fazer: Nestes casos, é essencial realizar uma avaliação completa com um veterinário para determinar se os benefícios superam os riscos.

    2 –  Idade Avançada

    Cães idosos podem ter maior dificuldade de recuperação após a cirurgia, especialmente se apresentarem condições comuns da idade, como artrite ou debilidade imunológica. Nesses casos, os riscos da anestesia e do procedimento cirúrgico podem não justificar os benefícios.

    O que fazer: Considere alternativas para gerir comportamentos indesejados ou controlar problemas reprodutivos em cães mais velhos sem recorrer à cirurgia.

    3 – Cães com Propósito Reprodutivo ou Participação em Exposições

    Se o cão faz parte de um programa de reprodução responsável ou participa de exposições caninas onde a integridade reprodutiva é exigida, a castração não é recomendada.

    O que fazer: Certifique-se de que o cão está sendo criado de forma ética, com controle de saúde e boas práticas para evitar reprodução irresponsável.

    4 – Cães de Trabalho ou de Esporte

    Alguns estudos sugerem que a castração precoce pode afetar o desenvolvimento muscular e articular, especialmente em raças grandes ou cães que participam de atividades de alto desempenho, como cães de pastoreio, busca e salvamento ou competições esportivas.

    O que fazer: Espere até que o animal esteja fisicamente maduro (em torno de 1 a 2 anos de idade, dependendo da raça) antes de considerar a castração, ou avalie outras opções de manejo comportamental.

    5 –  Casos de Problemas de Saúde Associados à Castração Precoce

    A castração precoce, embora amplamente recomendada por muitos profissionais, pode trazer alguns riscos à saúde dos cães, especialmente quando realizada em idades muito jovens. Aqui estão alguns pontos importantes a serem considerados:

    5.1  Raças Grandes e Gigantes

    Cães de raças grandes e gigantes são particularmente vulneráveis a problemas ortopédicos quando castrados precocemente. A ausência de hormônios sexuais durante a fase de crescimento pode aumentar significativamente o risco de displasia da anca e de câncer ósseo. Esses hormônios desempenham um papel crucial no fechamento das placas de crescimento dos ossos, e sua ausência pode levar a problemas no desenvolvimento esquelético.

    5.2  Problemas Hormonais

    Os hormônios sexuais são fundamentais para o desenvolvimento saudável dos cães. Quando a castração é realizada muito cedo, pode haver interferência no equilíbrio hormonal, o que pode impactar o crescimento muscular, a densidade óssea e até o comportamento do animal. Além disso, a falta precoce desses hormônios pode aumentar a predisposição a doenças metabólicas e imunológicas ao longo da vida.

    O que fazer: Nestes casos, a castração pode ser adiada ou substituída por alternativas como controle comportamental ou contraceptivos temporários (implantes ou injeções hormonais).

    6 –  Cães com Traumas ou Problemas Comportamentais Específicos

    Para cães que apresentam fobias severas, agressividade não hormonal ou outros problemas comportamentais complexos, a castração pode não resolver ou até mesmo agravar algumas dessas questões.

    O que fazer: Nesses casos, é importante consultar um especialista em comportamento animal antes de decidir pela castração.

    7 – Proibição por Legislação Local

    Em países como a Noruega, a castração de cães é proibida, exceto por razões médicas. Essa abordagem visa respeitar o bem-estar e a integridade natural do animal.

    O que fazer: Se você vive em uma região onde a castração é restrita, explore métodos alternativos de controle reprodutivo e comportamental.

    Embora a castração seja altamente recomendada em muitas situações, nem sempre é a melhor escolha para todos os cães. Cada caso deve ser avaliado individualmente, considerando a saúde, idade, estilo de vida e função do animal. O mais importante é contar com o acompanhamento de um veterinário de confiança para tomar a melhor decisão em prol do bem-estar do seu cão.

    A Castração é Obrigatória em Algum País?

    A obrigatoriedade da castração de cães varia significativamente entre os países, refletindo diferentes abordagens culturais, legais e de bem-estar animal. Porém,  em alguns países, a castração é obrigatória como objetivo de ajudar no controle populacional de cães.

    Abaixo, apresentamos alguns posicionamentos:

    1 – Noruega: Proíbe a castração sem uma indicação médica, mas promove outros métodos de controle. Em contraste, a castração de cães é proibida na Noruega, exceto por razões médicas. As autoridades norueguesas entendem que a castração não deve ser realizada apenas para modificar o comportamento do cão ou por conveniência do tutor.

    2 – Suíça: A legislação suíça de bem-estar animal é bastante rigorosa, mas não impõe a castração obrigatória de cães. No entanto, o procedimento  é cercado de várias garantias, assegurando  o respeito aos animais, durante essa e outras  intervenções.

    3 – Austrália: Alguns estados exigem a castração de cães adotados de abrigos.

    4 – Estados Unidos: Em muitas cidades, a castração é obrigatória para cães que frequentam parques públicos ou são adotados de ONGs e abrigos.

    5 – Holanda: Embora a castração não seja obrigatória para todos os cães, o país implementou um programa nacional de castração e vacinação, conhecido como CNVR (Coletar, Castrar, Vacinar e Devolver), focado principalmente em animais de rua. Além disso, foram adotadas medidas como a obrigatoriedade de registro de animais e a aplicação de impostos específicos para incentivar a adoção, resultando na ausência de cães de rua no país.

    6 – Espanha: Recentemente, a Espanha aprovou uma lei de bem-estar animal que introduz diversas medidas para combater o abandono e maus-tratos. Entre as exigências estão a realização de um curso preparatório para tutores e a castração dos animais, embora os detalhes específicos sobre a obrigatoriedade da castração ainda estejam sendo definidos

    Em muitos países, a castração não é legalmente obrigatória para todos os cães, mas é fortemente incentivada como uma medida de saúde pública e controle populacional. Programas de castração gratuita ou a baixo custo são comuns, visando reduzir o número de animais abandonados e prevenir problemas de saúde.

    É importante que os tutores estejam cientes das leis e recomendações específicas de seu país ou região, consultando profissionais veterinários para tomar decisões informadas sobre a castração de seus amigos de 4 patas.

    O Que Acontece Com o Cão Após a Castração?

    Depois da castração, o cão precisará de cuidados especiais durante o período de recuperação. É importante:

    1 – Evitar exercícios intensos nas primeiras semanas.

    2 – Proteger a incisão cirúrgica para evitar infecções.

    3 – Ajustar a alimentação para prevenir o ganho de peso.

    O cão pode sentir-se mais calmo e menos propenso a comportamentos relacionados a hormônios, como agressividade ou fugas. No entanto, estas mudanças podem variar de cão para cão.

    Mudança de Comportamento Após a Castração

    Muitos tutores notam mudanças no comportamento dos seus cães após a castração, como:

    1 – Redução da agressividade em cães machos.

    2 – Menor tendência para marcar território com urina.

    3 – Redução de comportamentos associados ao cio em fêmeas.

    Contudo, a castração não resolve problemas comportamentais enraizados, como ansiedade ou traumas. Para estes casos, o acompanhamento com um especialista em comportamento animal é recomendado.

    O outro lado

    A decisão de não castrar um cão pode ter implicações significativas na saúde e comportamento do animal. Diversos estudos abordam os potenciais riscos associados à castração, sugerindo que manter o animal intacto pode, em alguns casos, ser benéfico.

    Saúde Ortopédica e Oncológica

    Pesquisas indicam que a castração precoce pode aumentar o risco de problemas ortopédicos, como displasia coxofemoral e ruptura do ligamento cruzado cranial. Além disso, há evidências de que cães castrados têm maior probabilidade de desenvolver certos tipos de câncer, como osteossarcoma, hemangiossarcoma e linfoma.

    Comportamento

    Estudos apontam que a castração pode estar associada a alterações comportamentais, incluindo aumento da fobia a barulhos, comportamentos agressivos, latidos excessivos e maior propensão à ansiedade de separação. Manter o cão não castrado pode, portanto, preservar comportamentos naturais e reduzir a incidência desses problemas.

    Considerações Finais sobre a não castração 

    É crucial avaliar os prós e contras da castração em conjunto com um veterinário de confiança, considerando fatores como raça, idade, estilo de vida e predisposições genéticas do animal. A decisão deve ser personalizada, visando o bem-estar e a saúde do cão a longo prazo. 

    Como Funciona no Brasil

    A castração de cães é um tema que vai além do cuidado individual com os animais: no Brasil, ela está diretamente ligada a questões de saúde pública, controle populacional e bem-estar animal. Embora a castração não seja obrigatória para todos os tutores, existem legislações e programas em vigor que visam incentivar o procedimento para combater problemas relacionados ao abandono e à superpopulação de cães nas ruas. Neste artigo, vamos explorar o papel da castração no Brasil e por que ela é considerada uma questão de saúde pública.

    A Castração é Obrigatória no Brasil?

    De forma geral, a castração de cães não é obrigatória no Brasil, exceto em situações específicas ou conforme legislações municipais. Algumas cidades implementaram leis que tornam a castração obrigatória para animais resgatados de ruas ou adotados em abrigos e ONGs, como forma de controlar o crescimento populacional descontrolado.

    Por exemplo:

    1 – Em algumas cidades, como São Paulo e Belo Horizonte, ONGs e programas municipais oferecem castração gratuita ou de baixo custo para incentivar a adesão ao procedimento.

    2 – Cães que participam de feiras de adoção geralmente precisam ser castrados antes de serem entregues aos novos tutores, conforme exigido por algumas prefeituras e entidades protetoras.

    No entanto, para tutores particulares, a decisão de castrar o animal ainda é opcional, mas amplamente recomendada.

    Castração como Questão de Saúde Pública no Brasil

    A superpopulação de cães é um problema significativo no Brasil, especialmente em áreas urbanas. Milhares de cães vivem em situação de rua, enfrentando condições precárias e contribuindo para o aumento de doenças que podem ser transmitidas entre animais e até mesmo para os seres humanos, como a leishmaniose, raiva e esporotricose.

    Importante saber:

    1 – Leishmaniose canina: é uma doença grave, não contagiosa, que afeta o sistema imunológico dos cães. É causada por um protozoário do gênero Leishmania e transmitida pela picada de mosquito. A leishmaniose canina é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida para os seres humanos e outros animais

    2 – Zoonose:  é uma doença infecciosa que se transmite entre animais e humanos. Pode ser causada por bactérias, vírus, parasitas ou fungos.

    3 – Raiva canina: é uma doença infecciosa viral que afeta o sistema nervoso central dos cães e que pode ser transmitida para os humanos. É uma doença grave que causa morte e por isso de grande relevância para a saúde pública. A transmissão se dá principalmente por mordidas, arranhaduras ou lambeduras de animais infectados. O vírus fica na saliva do animal e atinge  a pele ou as mucosas da pessoa ou animal.

    4 – Esporotricose: é uma infecção fúngica que afeta humanos e animais, causada pelo fungo Sporothrix. A transmissão  pode acontecer por contato com o fungo no solo, palha, vegetais, espinhos, madeira e por arranhadura ou mordedura de animais doentes, principalmente gatos. A doença se manifesta quando o fungo entra no organismo por meio de uma ferida na pele. 

    A castração desempenha um papel crucial nesse cenário, atuando como uma ferramenta de saúde pública por:

    1 – Controle Populacional: A castração evita o nascimento de filhotes indesejados, reduzindo o número de cães abandonados e minimizando o impacto nas ruas e abrigos superlotados.

    2 – Prevenção de Zoonoses: Ao controlar a população de animais errantes, diminui-se a disseminação de doenças infecciosas e parasitárias que podem afetar a saúde humana.

    3 – Educação e Conscientização: Muitas prefeituras e ONGs têm usado programas de castração como forma de educar a população sobre a posse responsável e os benefícios da esterilização.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), países com grandes populações de animais abandonados enfrentam mais desafios no controle de zoonoses e saúde pública. No Brasil, iniciativas de castração em massa visam mitigar esses impactos.

    Programas de Castração no Brasil

    Diversas cidades e estados brasileiros oferecem programas gratuitos ou subsidiados para facilitar o acesso à castração, especialmente para tutores de baixa renda. Estes programas geralmente são realizados por meio de parcerias entre prefeituras, ONGs e clínicas veterinárias.

    Exemplos de iniciativas:

    1 – Centro de Controle de Zoonoses (CCZ): Muitas cidades possuem CCZs que realizam castrações gratuitas em cães e gatos, com foco em áreas mais vulneráveis.

    2 – Mutirões de Castração: Algumas organizações frequentemente promovem mutirões de castração em regiões carentes.

    Essas iniciativas são fundamentais para reduzir a superpopulação de cães e o abandono, além de conscientizar sobre a importância do cuidado com os animais.

    Porque Castrar é Importante no Brasil?

    A castração é mais do que uma escolha individual: é uma ação coletiva que impacta a sociedade como um todo. Em um país onde o número de cães abandonados é alarmante, o controle reprodutivo ajuda a evitar problemas como:

    1 – Superlotação de abrigos e ONGs.

    2 – Sofrimento animal em condições de rua.

    3 – Disseminação de doenças graves e zoonoses.

    A falta de controle populacional afeta não só os animais, mas também o meio ambiente e a saúde humana. Por isso, mesmo não sendo obrigatória em âmbito nacional, a castração é incentivada e considerada essencial para o bem-estar da comunidade.

    Sempre procure o auxílio de um veterinário de confiança e, se possível, informe-se sobre programas de castração gratuita ou de baixo custo na sua região. A posse responsável começa com escolhas conscientes.

    CONCLUSÃO

    Refletindo com lucidez, sobre a importância da Castração em Cães, afirmamos que a  decisão de castrar um cão vai muito além de um simples procedimento médico. É um ato que reflete responsabilidade, empatia e um compromisso com a saúde e o bem-estar do seu animal e da sociedade como um todo. Contudo, como qualquer escolha que envolve uma vida, é fundamental que essa decisão seja tomada com consciência, lucidez e a devida orientação.

    A castração é, sem dúvida, uma das ferramentas mais eficazes para promover o controle populacional e combater o abandono. Ao evitar o nascimento de filhotes indesejados, você está a contribuir diretamente para a redução do número de cães em situação de rua, muitas vezes expostos ao sofrimento, fome e doenças. É um pequeno gesto que faz uma grande diferença na construção de uma sociedade mais compassiva.

    Mas a castração não é apenas uma questão social. É também uma decisão que pode impactar positivamente a saúde e a qualidade de vida do seu cão. A prevenção de doenças graves, como tumores reprodutivos, infecções uterinas e câncer de mama, é apenas uma das razões pelas quais tantos veterinários recomendam este procedimento.

    No entanto, refletir sobre a castração não significa ignorar os possíveis riscos ou agir por impulso. Pelo contrário: exige que você analise cuidadosamente as necessidades do seu cão, considerando fatores como idade, porte, raça e estilo de vida. É um convite a pensar além do agora, planejando o futuro do seu melhor amigo com amor e responsabilidade.

    Lucidez tem a ver com  buscar sabedoria, para estarmos  preparados para  fazermos   escolhas irreversíveis, portanto muito  importantes. Dar o nosso sim ou não  de forma consciente.  Assim, com razão e emoção equilibradas, estaremos prontos para podermos expressar o amor e a amizade  que vai se aprofundando desta relação com nosso amigo de 4 patas.

    Lembre-se: Antes de castrar o seu cão, procure aconselhamento de um veterinário para tomar a melhor decisão, porque cada cão é único, e a decisão deve ser tomada em parceria com um veterinário de confiança. Pergunte, pesquise, questione e reflita com lucidez.

    Para mais informações e dicas sobre como cuidar bem do seu cão, continue a acompanhar o nosso blog!

    MENSAGEM PARA REFLEXÃO:

    A lucidez é o alicerce das grandes decisões. Antes de dar um passo que mudará uma vida para sempre, sem chance de voltar atrás, se permita antes nutrir-se da VERDADE em sua essência, sem filtros ou ilusões. Eu sei que dói… mas acredite…é melhor assim.  Conhecer profundamente o impacto, as consequências e as razões por trás da escolha é o que transforma um ato impulsivo em uma decisão inteligente, consciente, salvífica. Aí sim …haverá  muito PODER e SABEDORIA  em tuas mãos.

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    Autor

    Elizabeth Beghine
    Sou uma redatora especializada há mais de 20 anos em comportamento humano e desenvolvimento pessoal. Passei boa parte da minha infância em uma fazenda, onde a natureza era magnífica e os animais e criações me davam sinais de que poderiam ter “alma e inteligência”. Será? Esta magnífica interação e hoje especificamente entre os cães e o ser humano, muito me encanta. A convivência com a minha Sophie, me traz tudo isso; como um rescue de memórias. Ela me faz a cada dia sentir, analisar e explorar os comportamentos, as reações, as fases e profundidades de laços criados. Como também as permissões de acesso físico, afetivo e as energias que envolvem esta inter-relação. Formada em Psicologia, aplico aqui meu conhecimento e prática, para criar conteúdos que promovem reflexões, chamando a atenção para conexões profundas e harmoniosas, que se permitirmos, podem acontecer entre as pessoas e seus animais de estimação. Meu objetivo também é partilhar meus aprendizados para poder ajudar tutores a entenderem melhor seus cães, fortalecer seus laços emocionais com ciência e sensibilidade.

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